segunda-feira, 24 de outubro de 2011


O Partido da Imprensa Golpista(PIG) detesta o ENEM

O ENEM, enquanto critério democrático de seleção para ingresso na universidade, veio para ficar. Quem andou pelas ruas ontem pode ver a intensa movimentação de milhares de estudantes indo, vindo, ingressando nos prédios onde seriam realizadas as provas e mesmo os ônibus circularam com um número incomum de passageiros para um final de semana. Tudo por conta dessa movimentação da estudantada.
No entanto, justamente por ser mais democrático e inserir o estudante de escola pública entre os aquinhoados com a possibilidade real de ingresso em uma boa universidade, o ENEM nos moldes em que está estabelecido atraiu a ira dos comerciantes da educação, que faturam fortunas com a indústria do vestibular e veem repentinamente esse filão esvaziar-se; bem como da imprensa servida por generosa publicidade estampada por esses mercadores. Ainda temos presente a publicação de páginas inteiras exaltando "as feras do vestibular" nos mais diversos jornais nos quatro cantos do país, algo que pode definhar em futuro muito breve.
Assim, temos assistido ao longo dos últimos anos uma ofensiva selvagem e delinquente contra o ENEM, desde o boicote feito pela gráfica de um desses jornalões mal intencionados, responsável pela confecção das provas, até artigos furibundos de "especialista" clamando pelo fim do exame, alegando que este não era seguro e traria o risco de deixar passar alguém que não tivesse qualificação. Certamente alguém da escola pública estranho ao ninho dessa "indústria".
Parece que nesse final de semana não foi diferente, com alguns orgãos de imprensa tentando bagunçar o coreto do exame de forma delinquente, apesar da aparência de trabalho investigativo. Em Pernambuco e no Ceará, fiscais tiveram que botar para fora do recinto das provas fotógrafos de jornais que queriam registrar as salas repletas de alunos; um candidato(será?) conseguiu comunicar-se com a redação do famigerado jornal O Globo a fim de vazar o tema da redação, ainda na primeira hora da prova.
Ou seja, se para os estudantes o desafio é realizar uma boa prova, para o MEC o desafio é livrar-se de uma série de armadilhas criminosas, feitas por quem não tem qualquer compromisso com a melhora da educação e recorre aos métodos mais imundos na viabilização dos seus intentos.
O Ministério da Educação deveria era processar o jornal do delinquente queridinho João Dias por mais esse mal feito. Quando nada, funcionaria como algo preventivo em relação às futuras armadilhas, que esses magarefes da educação brasileira de certo tentarão outra vez.
( Nailharga )

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